quinta-feira, 28 de agosto de 2014

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Divulgação - Revista ARQ. URB

Compartilho a informação de que já encontra-se disponível o n. 11 da arq.urb.
entre os diversos artigos da revista, poderão encontrar: A negação do espaço urbano: a imagem de morar nos periódicos de arquitetura no Brasil (Denial of urban space: the image of living in the journals of architecture in Brazil). Neste artigo, procurei investigar o imaginário de morar ligado ao campo, no final do seculo XX e difundido pelas revistas dedicadas à arquitetura e voltadas ao grande público leigo. Esta abordagem pode permitir a compreensão da instauração de valores associados à criação e à apropriação simbólica dos espaços construídos para a arquitetura residencial no Brasil do passado recente. uma influência que ainda continua forte no seculo XXI.
A revista encontra-se disponível em: http://www.usjt.br/arq.urb/




quarta-feira, 6 de agosto de 2014


Já encontra-se disponível em: <http://www.dezenovevinte.net/obras/obras_osirarte.htm> o artigo: Arte para todos: a produção “Made in Brasil” da Osirarte. Nesse artigo investiguei a produção ceramística da Osirarte que teve relevante papel de divulgação da produção de artista do grupo Santa Helena em São Paulo e na difusão da arte modernista nas décadas de 1930 e 1940 no Brasil. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Segue artigo a ser publicado na Vitruvius mediante a seleção de Trabalho Doméstico no Brasil.
tive a felicidade de ser um dos 4 selecionados nacionalmente para divulgar produção na área.
O artigo está disponível em: http://www.mediafire.com/view/xhc1ab9iiopaq3r/artigo_ajudar_e_servir.docxe em breve estará disponível também no site da revista. Agradeço a Dora Amorim/ Desvia a oportunidade de participar deste projeto. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

A Secretaria de Obras e Planejamento urbano tem o prazer de disponibilizar à comunidade o Primeiro Código de Posturas de Jatai.
O documento data de 1887, dois anos após a emancipação política e a posse da primeira Câmara.  Seu original encontra-se no Arquivo Histórico Estadual de Goiás (Referência - Documentação Municipal-GO. Jataí. Cx. nº 01. Câmara Municipal - posturas, 1887) e foi fotografado pelo Historiador Eduardo de Moraes Andrade que muito gentilmente cedeu as imagens para que pudéssemos disponibilizá-las. O pesquisador também fez a competente transcrição do documento mantendo as grafias do próprio manuscrito (palavras iguais escritas de maneira diferentes, cifras de valor contábil e abreviações, como por exemplo . , significando para e ºp., significando por/pelo).
O documento é importante não somente pelo registro histórico, mas também por exemplificar questões importantes à formação do território: a preocupação com a urbanidade, com a salubridade e a ocupação dentro da área urbana. Destacam-se as preocupações com a higiene, reflexo do entendimento da relação intrínseca entre natureza, sociedade e doença. Para os legisladores prevalecia um entendimento contagionista, onde uma doença poderia ser passada de um indivíduo doente a um são tanto por meio do contato direto quanto pelo indireto, por meio de objetos contaminados ou pela respiração do ar insalubre. Daí a preocupação em manter a água limpa, a separação de objetos dos enfermos e evitar a evisceração de animais ou carcaças na área urbana. Isto revela certa dose de otimismo à crença de que a higiene permitiria manter positivamente a urbanidade. Com isto a cidade nascente ficava inscrita num polo oposto ao que acontecia no final do século XIX em diversas cidades mundo a fora: com o advento do capitalismo industrial muitas cidades passaram a ser vistas como exemplos disruptivos da nova ordem com fome, doenças, miséria, embriaguez, depravação sexual e loucura. Preocupações que, no Brasil, culminariam com a Reforma Urbana de Pereira Passos no Rio de Janeiro.
Observa-se também a preocupação com a segurança da vila, tanto no perímetro e na proibição de trânsito de animais bravios, quanto na presença dos índios. Isto exemplifica a posição tanto dos fazendeiros quanto dos moradores como inscritos numa área de fronteira, e como tal, sujeitos a embates e disputas territoriais. Uma sociedade de fronteiras móveis, de valores móveis e de pessoas fronteiras que chamamos de Brasil.

Prof. Dr. Rafael Alves Pinto Junior
Chefe da Divisão de Planejamento Urbano
Secretaria de Obras e Planejamento Urbano

Disponível em:http://www.jatai.go.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6444:primeiro-codigo-de-postura-de-jatai&catid=1:ultimas-noticias&Itemid=166

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Um Memento mori de Henrique Bernadelli?

http://www.mediafire.com/view/dw64k3k4amrfwuw/Memento_mori_de_Henrique_Bernadelli.docx
Este estudo se propõe a analisar a pintura Os últimos momentos de um Bandeirante executado por Henrique Bernadelli (1857-1936) em 1932 como um ponto final à série temática dedicada à ornamentação do Museu Paulista. A pintura representa a morte de Fernão Dias Paes Leme e pode ser vista como um memento mori devido ao sentido trágico ressignificado da figura do bandeirante. À produção do artista o tema da morte aparece num momento de sua obra tardia e parece estar dotada de um sentido mais profundo que o tradicionalmente aceito como finalização temática de uma série encomendada.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Prefácio

            Este livro reúne diversos ensaios sobre a história da arte e apresenta um painel rico e variado de criações artísticas pouco difundidas ou estudadas. Seu interesse reside no fato de representar uma tendência do campo de estudos que tem se desenvolvido nos últimos anos no país, especialmente a partir da compreensão de que as imagens artísticas se relacionam e integram o universo da cultura visual. Nesse sentido, Rafael Alves Pinto Junior apresenta uma contribuição que enriquece a bibliografia brasileira por contribuir para uma abordagem renovada da história da arte.
Ao percorrer as páginas deste livro, o leitor tem a oportunidade de acompanhar o percurso de um autor cujo estudo se caracteriza por promover o diálogo entre as artes e buscar novos enfoques para o estudo da história da arte. Se a formação inicial de Rafael Alves Pinto Junior foi a arquitetura, seu percurso acadêmico logo revelou a vocação para a pesquisa e a docência, fazendo da interrogação sobre a arte o motivo de sua trajetória intelectual. Sua pesquisa anterior mais conhecida investigou a presença dos azulejos na obra de Portinari, demonstrando como o olhar do pesquisador da arquitetura se orientou para o revestimento ornamental, aspecto pouco valorizado na historiografia da arte, sobretudo quando se trata de arquitetura moderna. Este novo livro, por sua vez, reúne ensaios dispersos em diferentes periódicos acadêmicos que se integram sobretudo pela vontade de chamar atenção para diferentes obras da criação artística, destacando aspectos poucos conhecidos ou pouco debatidos.
Nos ensaios reunidos neste livro, a arquitetura abre e fecha a coletânea, o que registra a marca de origem do autor. Neste caso, porém, ao enfocar a arquitetura no início do século XX, valorizando o debate das primeiras décadas do século XX e a corrente da arquitetura neocolonial, por exemplo, assim como em outros ensaios sobre as representações da arquitetura no domínio da pintura e da poesia, fica evidente a vontade de afirmar uma história da arquitetura no Brasil na contracorrente da hegemonia do discurso do modernismo. O estudo da pintura alegórica, da pintura de retrato e da pintura colonial evidencia também o interesse pela análise de vertentes pouco exploradas na historiografia da arte. Assim, o autor foi conduzido ao estudo da criação de artistas menos destacados pela crítica de arte, como Juan Batista Maino, Emil Bauch ou Manoel Lopes Rodrigues, respectivamente do período colonial, imperial e republicano. Mesmo no caso do estudo de artistas renomados como Pedro Américo, a preferência recai sobre obras menos valorizadas pela crítica de arte como a tela Pax e Concordia, que celebrava a paz republicana após a Proclamação da República no Brasil. Tudo isto, aponta para o fato de que este livro, ao mesmo tempo, que apresenta obras de arte de diferentes época e gêneros que merecem ser mais conhecidas, é marcado pela intenção de escapar dos cânones estabelecidos e promover novos enfoques sobre a história da arte.
De outro lado, cabe sublinhar que a leitura das páginas que se seguem aponta a preferência por uma abordagem da obra de arte que não enfatiza a autonomia do objeto artístico e de sua forma. O que há de comum entre todos os estudos apresentados é a intenção de situar a obra de arte no seu contexto vivenciado e caracterizar o olhar como prática, sublinhando, em especial, as relações que caracterizam o diálogo das imagens: a arquitetura se registra na fotografia da imprensa ilustrada e se afirma como tema da pintura e da poesia; o tema pictórico é explorado na relação com outras pinturas e muitas imagens impressas e gravadas, sem deixar de citar as imagens escultóricas; a música tematiza a criação literária que serve de inspiração à ilustração gravada ou sustenta a criação da pintura, constituindo uma iconografia particular; a pintura ganha sentido narrativo na relação com outras telas ordenadas pela sua distribuição definida na arquitetura de interior. Do ponto de vista metodológico, apresenta-se um diálogo intertextual variado entre obras de arte, o que aponta para um caminho produtivo da pesquisa em história da arte. A abordagem proposta rompe assim com as fronteiras entre as linguagens artísticas, evidenciando que as artes se relacionam intensamente.
Certamente, o tom direto dos ensaios reunidos, quase em tom de crônica, aproximam o leitor das obras de arte, incluindo-o no mundo das imagens e no diálogo das artes. Afinal, o universo artístico nunca foi um mundo de solidão e a boa leitura sempre é uma das melhores companhias.

Paulo Knauss

Professor do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense